
Prêmio
Carlos Chagas Filho

Prêmio Carlos Chagas Filho – SBBf 2026
O Prêmio Carlos Chagas Filho é uma das mais importantes distinções da Sociedade Brasileira de Biofísica, reconhecendo trabalhos de excelência científica apresentados no congresso anual da sociedade. Na edição de 2026, em celebração aos 90 anos da SBBf e à 50ª edição do congresso, o prêmio passa por uma reformulação, adotando um modelo mais inclusivo e competitivo, com categoria única de concorrência.
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Quem pode participar?
Podem concorrer pesquisadores em diferentes estágios de formação na área de Biofísica:
1. Estudantes de iniciação científica, mestrado ou doutorado
2. Egressos que tenham concluído sua formação há, no máximo, 6 meses até a data do congresso.
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Requisitos para participação
Para concorrer ao prêmio, é necessário:
1. Estar inscrito no congresso da SBBf
2. Submeter o trabalho também na modalidade científica regular (pôster)
3. Ser associado à SBBf, assim como o orientador, com anuidade em dia
4. Submeter todos os documentos exigidos dentro do prazo
Além disso, o candidato deverá participar obrigatoriamente de:
1. Apresentação em pôster
2. Apresentação oral no simpósio (caso selecionado)
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Submissão
A candidatura ao prêmio inclui o envio dos seguintes materiais:
1. Resumo expandido (até 2 páginas - de acordo com o modelo).
2. Graphical abstract
3. Vídeo de apresentação (até 3 minutos)
4. Carta de motivação
5. Carta do orientador
6. Comprovante acadêmico
7. Todos esses documentos devem ser enviados por meio do formulário de submissão.
Atenção: O não cumprimento dos requisitos formais implica desclassificação.
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Como será a avaliação?
A avaliação será realizada por especialistas da área, considerando critérios como:
1. Originalidade e relevância científica
2. Rigor metodológico
3. Qualidade dos resultados
3. Clareza da comunicação científica
4. Desempenho na apresentação oral

Premiação
Os trabalhos serão avaliados em uma única classificação geral, com premiação para: 1º lugar, 2º lugar e 3º lugar.
1º
O melhor trabalho receberá certificado e Prêmio no valor de R$2.000,00.
2º
O melhor trabalho receberá certificado e Prêmio no valor de R$1.000,00.
3º
O melhor trabalho receberá certificado e Prêmio no valor de R$500,00.
Data limite para inscrição: 25 de junho de 2026
Professor Carlos Chagas Filho

Nosso homenageado, Prof. Carlos Chagas Filho, nasceu em 12 de setembro de 1910 em Botafogo, no Rio de Janeiro. Foi professor, cientista, gestor, diplomata e ensaísta que encontrou grande reconhecimento em âmbito nacional e internacional. Graduado em Medicina em 1931 ele decidiu não trilhar a mesma trajetória de seu pai, o famoso epidemiologista Carlos Chagas, já que seu desejo era de institucionalizar a pesquisa científica na Universidade além dos Institutos de pesquisa como de praxe ocorria.
Com isso, fundou o Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil em 1945, hoje conhecida como Universidade Federal do Rio de Janeiro. Neste período cunhou uma frase que representava seu pensamento de uma Universidade contemporânea “...Na Universidade se ensina porque se pesquisa e se pesquisa porque se ensina...”. Durante toda sua trajetória profissional trabalhou pela inserção internacional da ciência brasileira. Ajudou na criação da primeira pós-graduação em Biofísica do Brasil, sendo esta responsável pela primeira tese de doutorado do Brasil. Em relação à Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf), fundada em 10 de setembro de 1936, após um período de recesso, Carlos Chagas Filho teve importante papel em sua reativação, em 1963. Tempos depois, em 3 de março de 1975, promoveu uma reestruturação e dinamização das atividades da SBBf, juntamente com um grupo de professores e alunos de Pós-Graduação do Instituto de Biofísica da UFRJ. Em Assembleia Geral, realizada na segunda Reunião Anual, em 15 e 16 de dezembro de 1977, Carlos Chagas Filho foi eleito presidente de honra da sociedade. Sua pesquisa e sua capacidade de articulação política o projetaram de modo a ser presidente de inúmeras instituições científicas, incluindo a Academia Pontifícia de Ciências do Vaticano (1972) e a Academia Brasileira de Ciências (1964). Foi também Embaixador do Brasil junto à Unesco (1966) e ocupou a cadeira nove da Academia Brasileira de Letras (1974) até sua morte, em fevereiro de 2000.